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Um blog por dentro do Brasil e do mundo

25

de
janeiro

Nasa divulga foto com maior definição já feita da Terra

NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring)

A "Blue Marble 2012" é, segundo a Nasa, a "mais incrível imagem em alta definição da Terra". (Foto: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring)

25

de
janeiro

Kodak: as ameaças de um negócio

por Marcos Morita*

A centenária Kodak, outrora líder inconteste do mercado fotográfico, pediu concordata na semana passada com o objetivo de sanar uma dívida de quase sete bilhões de dólares. Vítima do próprio sucesso, não conseguiu realinhar seu modelo de negócios, sucumbindo à tecnologia digital. Apesar dos esforços no lançamento de novos produtos, venda de ativos e corte de despesas, o fato é que sua imagem está e sempre estará ligada a fotografia analógica, tal como conheceram os amantes da fita cassete, do vinil e do rádio de gaveta.

Uma época mais romântica, a qual começava com a escolha da marca do filme, número de poses - 12, 24 ou 36 - assim como a asa para os mais entendidos. Inseri-lo na máquina exigia também certa habilidade. Em uma viagem, não raro tínhamos que procurar pontos de venda de filmes, quase tão banais quanto encontrar cigarros. A primeira missão na volta era revelá-los, cuja empolgação era quase igual a do embarque. Enfim o grande dia, reunir a turma para rir e compartilhar os bons momentos vividos.

Em todas as etapas, desde a compra do filme, revelação e impressão das fotos, a marca Kodak estava presente. Seu domínio e verticalização era tamanho, que acredito poucos consigam citar o nome de mais de um concorrente. Centenas de milhares de funcionários envolvidos nesta operação, nos mais diversos departamentos e unidades de negócios, às vezes por décadas, em todo o globo. Para estes indivíduos, acreditar no fim da fotografia como conheceram era algo insano, assim como apregoou Theodore Levitt em seu artigo: miopia de marketing, sobre os magnatas das ferrovias, os quais nunca imaginaram que seus brinquedos pudessem ser ultrapassados por outros meios de transporte.

O planejamento tem algumas ferramentas, as quais podem ser utilizadas para a análise de cenários, dentre as quais trago a matriz de incertezas estratégicas, a qual categoriza em quatro quadrantes os riscos futuros, classificando-os conforme seu impacto e probabilidade de ocorrência. Vejamos, começando do menor para o maior, concentrando-se naqueles com alto impacto.

Baixa probabilidade e impacto: devem ser monitorados periodicamente pela empresa, porém sem maiores investimentos.

Alta probabilidade e baixo impacto: além do monitoramento, uma análise mais profunda deve ser necessária, porém sem necessidade de implementá-las.

Baixa probabilidade e alto impacto: monitoramento, análises e estratégias de contingência devem ser desenvolvidos. O setor de turismo e o real valorizado, assim como as exportações de commodities e o crescimento da China, talvez ainda aproveitem de longos períodos de bonança, porém serão seriamente impactados, em caso de mudanças macroeconômicas mais severas.

Alta probabilidade e alto impacto: além das ações anteriores, estratégias de reação e criação de forças-tarefa podem ser necessárias. Software livre, computação em nuvem, smartphones, aplicativos e desenvolvedores estão mexendo com a Micosoft, a qual apesar do monopólio do Windows, corre para reduzir o atraso nestas tecnologias. Quem esteve em uma lanchonete do Mc Donald’s nos últimos tempos pode ter se surpreendido com a oferta de produtos saudáveis, tais como saladas e frutas. Sinal dos novos tempos.

Voltemos algumas décadas no túnel do tempo. Uma reunião de planejamento na antiga Kodak poderia colocar a então incipiente tecnologia digital como baixo impacto, talvez como alta probabilidade. O envolvimento até o pescoço com a tecnologia vigente, o medo de perder o emprego e a soberba - característica típica dos líderes de mercado - pode ter sido alguns dos motivos para que deixassem passar a janela de oportunidade, representada pela fotografia como hoje conhecemos. Chorar pelo leite derramado não mais resolverá. O melhor remédio foi e sempre será avaliar os cenários antes de tomar decisões ou pior ainda, ignorar as ameaças.

*Mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios.

CONTATO: professor@marcosmorita.com.br

SITE: www.marcosmorita.com.br

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20

de
janeiro

Luiza voltou do Canadá: o fenômeno dos memes

por Eduardo Marques*

Milhares de menções sobre Luiza, que estava no Canadá, mas já voltou, povoaram as redes sociais nos últimos dias. Mas afinal, por que uma sentença proferida em um comercial sem grandes pretensões se tornou um bordão nacional?

Para entender isso, precisamos compreender o que é um meme. Cunhado em 1976 por Richard Dawkins, um meme é uma unidade de informação que se propaga de mente em mente. O termo popularizado na internet é uma referência às pessoas, vídeos, imagens e quaisquer outros arquivos que tragam consigo uma ideia ou conceito que se populariza entre centenas de pessoas.

Alguns exemplos comuns de memes utilizados na internet são os chamados “memefaces”. Desenhos que ganharam vida própria ao expressar facilmente e de forma humorada, situações reconhecidas por todos nós. Em comum, eles exploram a caricatura. E são nessas caricaturas do cotidiano que reside um dos segredos do por quê alguns assuntos se tornam facilmente replicáveis e outros não: o riso.

Divulgação / Internet)

Luiza, que já voltou do Canadá... (Foto: Internet)

Para o filósofo francês Henri Bergson, o riso tem o objetivo de destacar o que há de automático e estereotipado no comportamento das pessoas. Em suma, o risível é algo que foge do nosso padrão de comportamento habitual. Ele destaca o que há de automático e estereotipado no comportamento das pessoas. Ainda segundo Bergson, o humor é um espelho deformante que nos faz rir porque exagera nossos próprios defeitos.

Aplicando esse conceito ao “Menos a Luiza, que está no Canadá”, conseguimos perceber no comercial que originou o bordão, aspectos caricatos. A sentença evidencia a imagem caricata de família burguesa recomendando um empreendimento. Ela causa o riso e transmite em si o ápice do estereótipo. O mesmo pode ser observado nos famosos pôneis malditos. A imagem infantil dos pôneis é transgredida. Foge do comportamento habitual esperado. Gera o riso e a surpresa.

E o que tomamos como bom, compartilhamos. Vide a Coca-Cola e o seu slogan: Compartilhe a Felicidade. E assim, tomados pelos nossos gostos e pelas coisas que nos fazem sentir bem, compartilhamos.

*Publicitário, com MBA em marketing e estratégias digitais, é gerente de projetos web na Midiaweb Interactive.

SITE: www.eduardomarques.org

CONTATO: eduardo@eduardomarques.org

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18

de
janeiro

Opinião

“Não acho que o tempo seja problema, acredito até que seja um exercício de criatividade, que te obriga a se renovar a cada seis meses. Você trabalha o semestre inteiro e aí mostra o resultado. (…) A semana de moda é uma plataforma, uma mídia, um espaço. Como você tem a bienal de arte, ou uma mostra de fotografia, você tem o desfile de moda.”

Jum Nakao, estilista.

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16

de
janeiro

Opinião

“À medida que o padrão de vida subir, a elevação da escolaridade e da educação científica reduzirá o porcentual de religiosos na população. É um caminho sem volta. (…) Se os religiosos querem acreditar num deus bondoso, num paraíso com 100 mil virgens ou seja lá o que for, não dou a mínima. Os religiosos não me interessam. O que me interessa são as centenas de milhões de pessoas que não seguem religião nenhuma e nunca vão à igreja.”

Michael Shermer, psicólogo e escritor.

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16

de
janeiro

2012 - Procure boas ideias em lugares inusitados (”Ai se eu te pego” é exemplo para o mundo empresarial)

por Fábio Zugman*

Em 2011 você deve ter ouvido o seguinte refrão “Nossa, nossa, assim você me mata, ai se eu te pego, ai, ai, se eu te pego.” Poesia para muitos, tortura para outros, a música não sai da cabeça de muitos brasileiros. O clipe oficial já passou a marca de 100 milhões de visualizações no You Tube. Vamos ver, então, o que é possível aprender com esse sucesso instantâneo:

- Simplicidade: o refrão é simples, quer você queira ou não, a música é facilmente reconhecida, fácil de se lembrar e repetir. Por sua vez, quantas empresas se confundem com a falta de foco, objetivos enormes e complicados, que deixam clientes e funcionários confusos? Na vida pessoal e profissional, procure objetivos simples, fáceis de entender e lembrar.

- Clareza: quantos profissionais conseguem descrever seus objetivos com a simplicidade de uma frase como “ai se eu te pego”? Para aumentar a clareza em sua vida, procure pensar em seus objetivos em termos concretos. Não pense em coisas como “mudar de vida” ou “economizar mais dinheiro”, quebre essas ideias em objetivos como “procurar aquela agência de empregos” ou “economizar X reais todo mês. Seja claro com você mesmo, e com os outros a sua volta.

- Brevidade: quantas resoluções de ano novo ocupam páginas e listas inteiras? Quantos empreendedores e profissionais possuem um número incontável de objetivos? Organize suas ideias de forma que você consiga descrevê-las em poucas palavras, e lidar com uma coisa de cada vez. Veja como não só esse, mas vários sucessos musicais possuem bordões curtos, fáceis de lembrar a partir da primeira vez que você os escuta.

- Aprenda a observar e buscar inspiração nos lugares mais inusitados: se é possível aprender com uma música chamada “Ai se eu te pego”, quem dirá de uma ida ao shopping, uma viagem, e assim por diante? Observe os diferentes modos como você é atendido, a reação dos outros clientes, os mimos e sorrisos, as insatisfações e reclamações, e procure pensar em como usar tudo isso em suas próprias ideias. Não é preciso se trancar em um laboratório ou se prender em frente a um computador para se ter boas ideias. Pelo contrário, a partir do momento que você começa a prestar atenção, o mundo se tornará o seu laboratório. E que melhor época  para se fazer isso do que quando um novo ano se inicia?

*Professor universitário, mestre em Administração (UFPR) e escritor.

CONTATO: Iara Filardi (Ass. de Imprensa) - contato@iarafilardi.com 

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10

de
janeiro

Sem solução?

João Freire)

Lixão da Estrutural, em Brasília, recebe por dia 2,5 mil toneladas de lixo e 6 mil toneladas de entulho. (Foto: João Freire)

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9

de
janeiro

Opinião

“Tenho as minhas neuroses, não nego. Uma delas é sempre achar que o filme que estou rodando será o último, que nunca mais serei chamado para trabalhar. (…) Como todo ator, eu sou egocêntrico. Mas não prejudico ninguém com as minhas neuroses. O máximo que posso fazer de mau é deixar o espectador entediado.”

Paul Giamatti, ator.  

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9

de
janeiro

Rally Dakar 2012

Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)

Felipe Zanol é um dos representantes brasileiros no Rally Dakar 2012 (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)

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6

de
janeiro

Como estabelecer metas para 2012

por Marcos Morita*

Praticamente todas as empresas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.

Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aproveite 2012 para fazer diferente.

*Mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios.

CONTATO: professor@marcosmorita.com.br

SITE: www.marcosmorita.com.br

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